Link Nacional
Nós criamos

seu site

de advocacia,de doação,de vendas,de empresa,de projeto,de portfólio

Qual o significado de cringe? Por que essa gíria está em alta?

por | Atualizado em 3 de agosto de 2021 | Notícias

Hypado? Fanfic? Hitar? Shippado? Trollar?
Nada disso! Pode ir atualizando seu dicionário porque a gíria do momento é outra: cringe.

Esse termo está no centro de um conflito de gerações, mais precisamente entre a geração “Millennials”, que são os nascidos entre 1980 e 1995, e a “Geração Z”, cujos integrantes nasceram entre a metade dos anos 1990 e 2010.

Para não ficar de fora do glossário contemporâneo, que tal dar uma olhada mais de perto nessa “treta virtual” que está movimentando a web?

Continue lendo

Qual o significado de cringe

Qual o significado de cringe?

Ao pé da letra, cringe é uma palavra inglesa que significa acanhamento, recolhimento vergonhoso ou temeroso. No Cambridge Dictionary, encontramos sua tradução como “ficar envergonhado ou sem graça em relação a algo que você disse ou fez, sentindo-se ridicularizado.”

A utilização desse termo nas redes sociais ganhou um significado um pouco mais amplo e vem para designar algo como “vergonha alheia”, aquilo que causa constrangimento e vergonha nas demais pessoas ao seu redor. Para além do seu significado, o uso do termo expressa as divergências entre as gerações “x” e “y”.

Como surgiu o termo cringe?

Bastou um tuíte, em junho de 2021, para que a polêmica se instaurasse. A youtuber paulistana Carol Rocha publicou o seguinte texto no Twitter, através do seu perfil @Tchulim: “Por favor jovens da geração Z, me contem o que vocês acham um mico nos millennials (acho q falar mico já passou, é cringe né)”.

Em poucos dias, a hashtag #cringe teve milhares de retuítes, menções e pesquisas no Google, trazendo à tona a diferença de atitudes entre as duas gerações.

ilustração twitter

Cringe, Geração Z e Millennial: entenda o que tudo isso significa

Apesar do barulho em torno do termo cringe, nada de pânico (parece que esse negócio de entrar em pânico também já ficou meio cringe), afinal, cada geração traz consigo a necessidade de demarcar o seu território cultural como uma forma de autoafirmação identitária.

E os termos que designam cada uma das gerações foram uma maneira que os sociólogos encontraram de reunir algumas características culturais comuns a uma determinada população nascida em um determinado recorte temporal.

Assim, a turminha que nasceu por volta de 1980 e 1995 (essas datas não são fixas, apenas um parâmetro) foi batizada de Geração Y ou Millenial, por representar a transição entre o mundo analógico e o digital, além de ter acompanhado a virada do milênio. Já a Geração Z é composta pelos que nasceram entre 1996 e 2010.

E se a geração anterior acompanhou as mudanças tecnológicas do mundo, a Geração Z não faz a menor ideia como era a vida sem internet. Nasceram em um mundo todo digital e tem as suas relações marcadas pela “modernidade líquida”, um termo cunhado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman para se referir à fragilidade estrutural das relações sociais, econômicas e de produção do mundo contemporâneo.

Aí, já viu, né? Nas redes sociais, essas duas gerações estavam ainda misturadas, e parece que o uso do cringe foi uma forma de furar essa bolha e estabelecer uma diferença entre elas.

imagem de diferentes gerações

Principais memes sobre cringe

Claro que os memes se multiplicaram na mesma velocidade que o tema viralizou na web.
Esses são alguns dos mais criativos publicados no Twitter:

O @ltspedrito publicou uma foto de uma mulher limpando a sujeira da casa com uma vassoura e disparou: “Isso aqui já ultrapassou todos os limites do cringe. Me manda um robô aspirador pois tô cansada de ser cringe.”

Se você assistiu à comédia romântica “De Repente 30” vai se lembrar da capa promocional do longa, com a atriz Christa B. Allen. Essa arte não escapou e rodou a web com o título “De Repente Cringe”.

O usuário @apagadeugatilho foi além e, com muito sarcasmo, disparou: “Decreto o fim do cringe. Xau! Xau é cringe? Foi incrível enquanto durou. RIP CRINGE. *06/2021 + 06/2021”.
E até o nosso ícone pop @LuluSantos resolveu tirar sua dúvida inusitada: “Pode se dizer vai tomar no cringe?”

Como saber se você é um cringe?

Vamos ao nosso teste rápido detector de cringe.
Você gosta (muito) de café? Toma café da manhã? É fã do “Harry Potter” e da série “Friends”? Usa calça jeans skinny? Vive falando sobre a Disney? Pede cerveja litrão? Usa emojis sem ironia? Vive reclamando que precisa pagar boletos?

Então, caro(a) leitor(a), bem-vindo ao clube!
Essas são algumas das características que a Geração Z diz por aí: são cafonas, bregas, fora de moda, enfim, são cringe.

ilustração pergunta

Conclusão

Não importa se você é da Geração Z, um Millennial ou um cringe, o importante é que a tecnologia veio para impactar todas as gerações, cada uma de uma forma, e trazer esse mundo digital para facilitar e levar entretenimento para todos. Cada um da sua forma e sua intensidade, acaba sendo impactado por essa revolução tecnológica sem freio que ainda vai mudar, e muito, a forma de se relacionar, consumir, locomover e, porque não, até de amar.

Então estejam preparados para o futuro, para a Internet 5G e para um mundo cada vez mais conectado e vigiado. Outras gerações virão, os filhos e netos vão encontrar o mundo tão tecnológico que nem o mais otimista cientista imaginava. Por isso, um dia todo mundo vai ser cringe.

Conceição Lima

SER OU NÃO SER... “CRINGE”

Professora aposentada da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – Pós-doutorada pela Unicamp em Linguagem no meio digital.

Ouvi essa palavra pela primeira vez alguns dias atrás. De cara, não entendi e não gostei: acho que soa mal, esquisito! Mas tratei de saber o que era.

 

Muito “misteriosa” ainda em nossa língua (mesmo porque eu a percebo pouquíssimo utilizada), soube que ela veio emprestada do inglês, onde significa “vergonhoso”. Seus adeptos são a novíssima “geração Z”, a garotada nascida depois dos anos 2000.

 

Entendi que ser “cringe”, na concepção dessa novíssima gente, significa ser “brega”, “pagar um mico” (aliás, dizer essas gírias matusalêmicas é “supercringe”!) Dizem que também o é, basicamente, ainda usar emojis (aquelas carinhas das redes sociais da Internet), tomar café da manhã, pagar boleto, usar calça skinny, aparecer numa live paramentado só da cintura para cima…

 

Pensando bem, eu ainda uso muito as tais carinhas (prometo que vou prestar atenção nisso daqui para a frente!), mas raramente tomo café, nem de manhã, nem hora nenhuma (só na casa dos mineiros, para não ofender os amigos). Boleto, ainda pago uma vez na vida outra na morte… e só! Prefiro o PIX. Mas, na live vou mesmo “a rigor” só da cintura para cima. Nos pés, é claro, chinela havaiana ou meião de frio (rsrsrsrs… rir assim dizem que não é “cringe”).

 

Ainda não me dei ao trabalho de descobrir o que é calça skinny. Mas, como raramente uso calça comprida (gosto mesmo é de saias… vestidos!), acho que não corro o risco desse tipo de “cringeagem”.

 

Aí, fico imaginando se eu sou suficientemente “cringe” para ficar ou não corada de vergonha. Idade para isso eu tenho, mais do que o suficiente: venho lá dos anos dourados, da geração hippie. Por via das dúvidas, continuo na cartilha de Shakespeare: “to be ou not be… That is the question!”

Nós temos a solução!
Redação: Juliana Mello
Juliana Mello: Redatora, editora de conteúdo e produtora especializada nas palavras desde 2003. Doutora em Linguagens e Práticas Sociais pela Universidade de Coimbra, em Portugal; jornalista pela Universidade Estadual de Londrina. Atuo paralelamente com escrita criativa, conteúdo web e WordPress, linguagem SEO, mídia digital e publicitária/OFF.
5 1 vote
Vote no Artigo
guest
Por favor entre com seu nome completo
Digite um endereço de email válido para uma possível notificação de retorno.
Número de whatsApp para eventual notificação de resposta.
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

Últimas postagens

Os novos “ANALFABYTES”

Os novos “ANALFABYTES”

Os analfabytes são os analfabetos digitais que estão à margem da evolução tecnológica, dos benefícios da internet, da cibercultura e do ciberespaço.